RODEIO E SUAS MODELIDADES

Criada para homenagear o Peão de Boiadeiro, importante personagem da história econômica e cultural do Brasil, a Festa tem nos rodeios sua principal e mais autêntica atração.
Uma das provas é o rodeio completo, composto de oito modalidades:
Montaria em Touro (Bull Riding)
Na montaria em touros usa-se a corda americana com polacos (sinos)-que envolvem o tórax do animal; luvas; uma das mangas da camisa dobrada e a outra com punho abotoado. Este tipo de montaria requer coordenação, reflexos rápidos e uma boa dose de coragem. A prova tem duração de oito segundos e o cavaleiro não deve tocar o animal ou o equipamento com sua mão livre. Na montaria Bull Riding, o desempenho do animal é tão importante quanto o do peão para a pontuação final. É praticada, igualmente, em todos os países em que o Rodeio existe como esporte, sendo assim, a mais popular. Proporciona emoções ao público e exige do cowboy muito preparo físico e mental.  Peso médio do touro: 900 kg.
Cutiano - Montaria em Cavalo
Estilo de montar rústico, praticado unicamente no Brasil. Caracteriza-se pela falta de apoio do peão pois apenas duas cordas são amarradas à peiteira do cavalo para que o peão possa segurar. Nessa modalidade é usado arreio - assento feito em couro - baixeira, peiteira e rédeas com duas canas - tiras de corda. Embora esta montaria seja tipicamente brasileira, alguns peões do exterior têm participado da prova. No primeiro pulo do animal, o cowboy deve posicionar as esporas entre o pescoço e a paleta do cavalo. A partir do segundo pulo as esporas devem ser puxadas em direção à cava da paleta. As esporeadas aumentam o grau de dificuldade da montaria, uma vez que o cowboy fica mais solto sobre o animal, aumentando também as chances de notas mais altas. Peso médio do cavalo: 400 kg.
Sela Americana (Saddle Bronc)
Criada em 1929, é a prova mais antiga do rodeio. Nela o cowboy segura o cabresto a um cabo feito de corda de sisal. O cavalo é arriado com sela sem o pito e sem baixeiro, ou seja, a capa feita em tecido grosso, colocada entre a sela e o lombo do animal. A prova tem a duração de oito segundos. O peão segura com a mão de apoio numa corda de 1,20 m aproximadamente. A mão de equilíbrio não pode tocar em nada. Já no primeiro pulo do animal, o peão esporeia entre a paleta e o pescoço do cavalo. No segundo pulo, ele puxa as esporas da barriga até as nádegas do animal em direção ao arco traseiro da sela. Quanto maior a angulação, maior será a nota. Os punhos das mangas da camisa são abotoados.
Bareback - Montaria em Cavalo
Neste estilo não existe estribo. O cowboy usa uma espécie de assento de couro "pequena sela" adaptada com alça na espessura de 30 cm, posicionado na cernelha (a crina e o dorso do animal). No primeiro pulo desta prova de oito segundos, as esporas são posicionadas no pescoço do animal. No segundo, na puxada simultânea das esporas (rombudas, sem pontas), as pernas do cowboy devem tentar alcançar a alça do bareback próximo à sua mão. O cowboy fica em uma posição horizontal, batendo as costas na anca do animal enquanto a mão de equilíbrio permanece livre.
Laço de Bezerro (Calf Roping)
Velocidade e precisão são os requisitos básicos para o competidor, que tem pela frente a tarefa de laçar pelo pescoço um bezerro de cerca de 40 dias e 120 quilos. Depois de laçar, o cavaleiro desce do cavalo, derruba o bezerro e amarra três patas. O juíz autoriza a partida do laçador, que deve sair logo depois que o bezerro estourar a bareira, quando o cronômetro é acionado . O cavaleiro levanta as duas mãos para indicar o fim da laçada, cessando a marca do cronômetro. O laçador é desclassificado se quebrar a barreira - corda elástica amarrada no pescoço do animal, cruzando a frente do Box do laçador e se o bezerro desamarrar a laçada enquanto ele estiver montado novamente. O tempo máximo para a execução da laçada é de 120 segundos.
Laço em Dupla (Team Roping)
Laçar um bezerro de aproximadamente 200 kg, preferencialmente com chifres, é o grande desafio do trabalho de dois cavaleiros. Habilidade e velocidade são fundamentais para que o laçador cabeceiro lace os chifres ou o pescoço do animal. Cordas enroladas no pito da sela, cabeceiro e laçador saem do boxe depois que o bezerro estourar a barreira. A dupla é penalizada em cinco segundos, acrescidos ao final, se o cavaleiro cabeceiro estourar a barreira. A mesma pena é aplicada ao peseiro que laçar um pé do bezerro em vez dos dois. A conclusão da prova se dá quando os dois laçadores se posicionarem um em frente ao outro com as corda esticadas. A desclassificação acontece nos seguintes casos: quando o cabeceiro laçar a paleta do boi, quando a corda da cabeça ficar em formato de oito ou quando um dos laçadores não conseguir enrolar a corda no pito. Vence a dupla que finalizar o trabalho no menor tempo.
Bulldogging
Bem parecida com o Laço em Dupla, a prova exige técnica, velocidade e precisão dos cavaleiros no momento de descer do cavalo e derrubar o boi. Quem fica à direita faz o trabalho de esteira, uma forma de garantir que o boi não fuja pela esquerda. O cavaleiro que ficar do lado contrário, salta do cavalo em movimento, em cima da cabeça do boi, derrubando-o e virando o seu pescoço no chão.O vencedor é aquele que terminar a prova no menor tempo. Recorde mundial é de 2,4 segundos.
Prova dos Três Tambores
Na arena, três tambores são dispostos formando um triângulo (veja abaixo). Quando o juiz dá a largada, a amazona parte em direção ao primeiro tambor, dando uma volta completa nele. Depois repete a manobra no segundo e no terceiro tambores. Daí sai em disparada até a linha de chegada. Ganha quem fizer o menor tempo. Cada tambor derrubado é penalizado com 5 segundos a mais na marca final da competidora.  Hoje em dia, a equitação está sendo um esporte muito difundido, ocupando uma posição especial de destaque entre os outros esportes, principalmente pelo fato de possuir como instrumento, uma criatura viva e animada. A modalidade Três Tambores chegou ao Brasil através da ABQM - Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Quarto de Milha, onde foi instituída como prova oficial de velocidade, juntamente com as provas de Baliza e Cinco Tambores. Essa prova exige velocidade, sincronismo e precisão para contornar Três Tambores dispostos de forma triangular no menor tempo possível num ângulo de aproximadamente 360º, sendo que se o conjunto (tanto cavaleira quanto animal) derrubar algum obstáculo é penalizado com cinco segundos. Atualmente, mais de 150 meninas participam dessa modalidade pelos rodeios do Brasil e se empenham ao máximo, despendendo horas e horas com treinamentos, deixando de lado os hábitos comuns da maioria das meninas dessa idade.

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